Líder do País no crescimento da economia, Mato Grosso do Sul completa 49 anos comemorando o resultado do combate à extrema pobreza e à insegurança alimentar, que foi reconhecido com o prêmio nacional Excelência em Competitividade 2026, concedido pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Com a iniciativa “Sem Deixar Ninguém Para Trás”, do Governo do Estado, a extrema pobreza caiu 40,72% em dois anos, de 2,7% para apenas 1,6% - o terceiro menor índice do País.
Desenvolvida pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), a iniciativa reúne programas e soluções de proteção social, entre eles o Mais Social, Energia Social, Cuidar de Quem Cuida e MS Supera, combinando atendimento imediato às famílias em vulnerabilidade com ações capazes de ampliar autonomia e inclusão.

Quando mais precisava, Quitéria Bernado da Silva, de 58 anos, contou com a ajuda do Mais Social - um dos programas mais importantes de segurança alimentar e combate à pobreza. “O Mais Social foi uma ajuda no momento em que eu mais precisava, quando minhas crianças eram todas pequenas e eu estava desempregada. Eu só tenho a agradecer ao programa, que me acolheu quando precisei”, contou.
Com a conquista de emprego fixo em um prédio na avenida Afonso Pena, em Campo Grande, e uma renda suficiente para seguir sem o benefício, ela deixou o programa, permitindo que outra família em situação de vulnerabilidade pudesse ser atendida. “Quando a minha situação melhorou, eu decidi abrir mão do programa para que outra pessoa pudesse receber o Mais Social”.
Desde 2023, mais de 27 mil pessoas deixaram o Mais Social porque melhoraram de vida e não precisam mais do benefício. O Mais Social é um auxílio por meio de um cartão exclusivo para compra de alimentos, produtos de higiene e limpeza e gás de cozinha, sendo proibida a aquisição de bebidas alcoólicas e produtos à base de tabaco.
Enquanto isso, o Estado inverteu a lógica dos programas sociais indo atrás das pessoas em situação de vulnerabilidade e sem nenhum benefício. Utilizando o cruzamento de informações de diversos bancos de dados e o georreferenciamento, os servidores do Mais Social foram atrás dos chamados “invisíveis” para incluir essas pessoas no programa.
Para o governador Eduardo Riedel, o trabalho para erradicar a extrema pobreza continua. “Esse projeto é fruto de uma indignação: um estado que cresce como Mato Grosso do Sul não pode pensar em deixar alguém para trás. Essa indignação nos fez mudar o eixo e trabalhamos juntos e o programa funcionou muito bem, tanto que saímos de 2,7% de pobreza extrema em 2022 para 1,6% agora, e vamos continuar trabalhando para erradicar a pobreza extrema no nosso estado”, disse.
Outros números comprovam a inclusão das pessoas no crescimento do Estado. De acordo com os dados do MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), 44.604 pessoas saíram da situação de pobreza em Mato Grosso do Sul nos últimos dois anos (março 2024/março 2026). Além disso, 34 mil famílias no Estado saíram da condição de insegurança alimentar, conforme o IBGE/Pnad Contínua.
A secretária da Sead, Patrícia Cozzolino, explica que os resultados foram alcançados por meio de uma transformação dos programas sociais e da dedicação dos servidores. “Uma das coisas que mais nos angustiava eram as pessoas à margem de tudo, que a gente denominou de invisíveis sociais. Uma das nossas tarefas foi a de encontrar essas pessoas. Além disso, nós transformamos todos os programas em programas estruturantes. Então, hoje não se transfere só a renda”, conta.
Um exemplo é a integração do Mais Social com outros programas que incentivam o trabalho, a autonomia e o estudo. O Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família: Criança na Creche, por exemplo, concede apoio financeiro às mães solo beneficiárias do Mais Social para fornecer aos filhos um local seguro e de cuidado, nos horários em que as beneficiárias precisam trabalhar. Além disso, o MS Qualifica reserva vagas exclusivas para que as pessoas que estão no Mais Social possam aprender uma profissão.
Os programas estruturantes e a economia pujante, com geração de empregos e oportunidades, estão levando Mato Grosso do Sul para um resultado de inclusão nunca visto no Brasil. “Nós estamos caminhamos para ser o 1º estado do País a erradicar a extrema pobreza”, finaliza Patrícia Cozzolino.

Paulo Fernandes, Comunicação da Sead
Fotos: Monique Alves (capa) / Saul Schramm (premiação)




