Para ampliar acesso à água potável, Agesul inicia obras na Reserva Indígena de Dourados

  • Inclusão
  • Natalia Yahn
  • 09/outubro/2026 12:56 pm
  • Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Perfuração de superpoços nas aldeias Jaguapiru e Bororó integra projeto de R$ 50 milhões, dimensionado para atender quase 30 mil pessoas

A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) iniciou a perfuração de dois superpoços nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados. A intervenção integra a primeira etapa de um projeto de abastecimento de água que prevê investimento total de R$ 50 milhões e estrutura dimensionada para atender quase 30 mil pessoas, considerando o crescimento demográfico das comunidades até 2033.

Elaborado pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), o projeto contempla ainda a construção de reservatórios, adutoras, redes de distribuição e estruturas necessárias ao tratamento e controle da qualidade da água. O sistema foi planejado para ampliar a regularidade do abastecimento e manter pressão equilibrada entre as duas comunidades.

Nesta primeira etapa, será construído um superpoço na aldeia Jaguapiru e outro na Bororó. A captação será feita no Aquífero Guarani, a mais de 600 metros de profundidade. Cada estrutura terá capacidade estimada de produção de 300 mil litros de água por hora, volume semelhante à média dos poços instalados na área urbana de Dourados.

O investimento previsto é de R$ 4,49 milhões em cada superpoço, com recursos do Ministério da Saúde, por meio de repasses da Caixa Econômica Federal. A execução está sob responsabilidade da Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), por meio da Agesul.

Cada contrato está dividido em duas frentes que prevê perfuração dos poços e implantação da rede de distribuição de água. As etapas seguintes incluem os processos licitatórios para a construção dos reservatórios, ampliação das redes de distribuição e implantação das casas de química.

Para o diretor comercial da Sanesul, Mardson Valente, o início da execução representa uma etapa importante para a implantação do novo sistema. “Com a perfuração dos poços, o projeto entra efetivamente na fase de execução. A estrutura foi planejada para ampliar a segurança do abastecimento e garantir que a água distribuída às comunidades atenda aos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde”, explicou.

O controle de qualidade também integra o planejamento operacional. Nas casas de química, amostras da água serão coletadas e analisadas semanalmente para acompanhamento dos parâmetros exigidos para consumo humano.

Morador da aldeia Bororó, Rosenildo Gabriel Morales destaca a expectativa das comunidades com a implantação da nova estrutura. “A implantação de água tratada poderá melhorar a qualidade de vida das famílias das duas comunidades, garantindo mais segurança hídrica, saúde e dignidade. Esperamos que esse projeto avance com responsabilidade e traga benefícios para toda a comunidade indígena Guarani, Kaiowá e Terena”, afirmou.

O vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha) também celebra o avanço do projeto. “Não estamos apenas iniciando uma obra, estamos começando a superar uma dívida histórica. Água
é saúde, é dignidade, é vida. Depois de tantos anos de dificuldades, ver as máquinas trabalhando nas aldeias Jaguapiru e Bororó significa transformar compromisso em realidade e garantir às famílias indígenas um direito que é de todos, a água potável chegando às suas casas”, comemorou.

Com a conclusão das diferentes etapas, o novo sistema deverá ampliar a infraestrutura de saneamento disponível nas aldeias Jaguapiru e Bororó, oferecendo maior capacidade e regularidade no fornecimento de água potável às comunidades.

Ana Paula Amaral, Comunicação Vice-governadoria
Fotos: Victor Arguelho, Comunicação Vice-governadoria
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