Atuação do Estado e desafios da Rota Bioceânica são apresentados no Subcomitê de Integração Sul-Americano

  • Corredor Bioceânico
  • Rosana Aparecida Monte Siqueira Teixeira
  • 26/julho/2023 9:46 am
  • Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

A atuação do Governo do Estado na execução da Rota Bioceânica e as oportunidades e ações de Mato Grosso do Sul já em curso para viabilização do corredor rodoviário bioceânico foram apresentadas pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência. Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, aos participantes da 7ª reunião do Subcomitê de Integração e Desenvolvimento Sul-Americano. Juntamente com o assessor da Semadesc Lúcio Lagemann, ele realizou palestra sobre o andamento da Rota Bioceânica, representando o Estado no Subcomitê de Integração e Desenvolvimento Sul-Americano, no âmbito do Comitê Ministerial de Governança do Ministério do Planejamento e Orçamento.

De acordo com o secretário Jaime Verruck, no encontro foram abordados assuntos como o andamento da obra da ponte, a questão alfandegária e os desafios que precisam ser transpostos para a execução da megaestrada que vai ligar os oceanos Atlântico ao Pacifico. "O grupo está discutindo todas as rotas bioceânicas e avaliando quais são os riscos, os potenciais e a fase em que se encontram essas obras. Então, participamos do evento, mostrando toda a importância da Rota Bioceânica para essa nova geopolítica da América do Sul e principalmente os andamentos, tanto da obra como a ponte, que já estava 24% concluída", salientou.

O encontro apontou a necessidade do Estado na urgência do lançamento da obra do acesso à ponte pelo governo federal. "Nossas preocupações com relação ao lançamento de licitação de acesso à ponte foram destacadas assim como a questão alfandegária. Defendemos a criação dos centros integrados de alfândega, no âmbito do Brasil e também dos outros países, e a continuidade de todas as obras, mostrando o quanto que isso pode trazer de impacto na economia sul-mato-grossense e, obviamente, com os grandes desafios que nós temos", acrescentou Verruck.

Também participaram da reunião José Parente (Totó), secretário de Articulação Institucional; Luciano Wexell Severo, diretor de Articulação Institucional; Raquel Sampaio, coordenadora (Seai); Fernanda Gomes, chefe de Divisão (Seai); Marcus Thulio Rocha Bezerra, coordenador de Avaliação e Financiamento Externo (SE); Priscilla Rosa Pimentel Sganzerla, coordenadora de Projetos (SE); Eduardo Rodrigues da Silva, coordenador-Geral (Seplan); Márcio Gimene de Oliveira, coordenador-geral (Seplan); Zarak de Oliveira Ferreira, diretor da Diretoria de Programas de Infraestrutura (SOF); José Ricardo de Souza Galdino, coordenação-geral de Acompanhamento dos Programas da Área de Infraestrutura (SOF); Leonardo Lahud, secretário-adjunto (Seaid); Bruno Cassiano, Assessor (Seaid); Henrique Cunha Pimentel Filho, chefe de Gabinete (SMA); Victor Espanha da Costa Monteiro, assessor (SMA); João Victor Villaverde de Almeida, assessor especial (GM); Paulo Eduardo Nunes de Moura Rocha, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos (Aspar); Diogo Ramos Coelho, chefe de Assessoria de Relações Internacionais (Arein) e Felipe Rhavy, gerente de Projetos (Aspar/GM).

Megaobra

O Corredor Bioceânico, que inclui uma ponte internacional, estradas e alfândegas, pode encurtar em mais de 9,7 mil quilômetros de rota marítima a distância nas exportações brasileiras para a Ásia, segundo estudos da EPL (Empresa de Planejamento e Logística). Só para citar o impacto na movimentação de produtos, para Mato Grosso do Sul, que produz quatro vezes mais grãos que todo o Paraguai, o corredor significará uma redução de 25% a 30% em seus custos na hora de escoar sua produção.

Em escala mais ampla, hoje, os produtos destinados à Ásia devem subir pelo Canal do Panamá ou descer pelo Estreito de Magalhães, o que gera duas semanas de viagem, enquanto com o novo circuito - que tem o Chaco paraguaio como eixo central - diminui consideravelmente, por isso é comparado com o Canal do Panamá terrestre. Em uma viagem para a China, por exemplo, pode reduzir em 23% o tempo, cerca de 12 dias a menos.

Rosana Siqueira, da Semadesc

Foto: Mairinco Celso de Pauda

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