Incidência do HPV em profissionais do sexo é tema de grupo de pesquisa de MS

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  • 30/outubro/2018 11:00 am
  • Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Campo Grande (MS) - O grupo de estudos em Papiloma vírus humano de Mato Grosso do Sul, sob a coordenação da farmacêutica bioquímica e doutora em imunologia, doutora Inês Tozetti, vem desenvolvendo junto a profissionais do sexo do Estado, um levantamento sobre a incidência de HPV nestas mulheres.

O projeto nasceu em 2011 quando este mesmo grupo de mulheres foi estudado quanto à prevalência de Hepatite. “Nesta ocasião, fomos convidadas por uma pesquisadora parceira a participar de pesquisas com profissionais do sexo, sendo assim recolhemos cerca de 120 amostras oral e vaginal para posteriormente analisarmos a incidência de HPV nestas mulheres”, afirma Inês.

As amostras ficaram congeladas a menos 20 graus, até que em 2016, o grupo de pesquisa conseguiu o financiamento por meio do edital PPSUS, da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado do Mato Grosso do Sul (Fundect).

Das 120 amostras, 104 foram consideradas viáveis para análise. O resultado mostrou que 20% destas profissionais do sexo tinham resultados positivos para o HPV sendo que 40% delas apresentavam genótipos de alto risco oncogênico, ou seja, alta probabilidade de evolução para um câncer de colo de útero.

“As mulheres que receberam o resultado positivo para o HPV foram encaminhadas para acompanhamento, já aquelas que não quiseram participar da pesquisa também receberam orientações, muitas vezes individualizadas, por se tratar de um tema ainda muito estigmatizante”, afirma a pesquisadora.

A professora alerta sobre os perigos e riscos que a falta de informação sobre a doença pode causar não só neste grupo de mulheres, mas na população em geral. “Por falta de informação ou por puro preconceito muitas pessoas fogem desse assunto, fogem da conversa sobre prevenção, fogem da própria vacinação, o que só faz aumentar ainda mais os níveis de incidência desta doença”, conclui a pesquisadora.

Assista a entrevista na íntegra com a doutora Inês Tozetti sobre o assunto.

Diogo Rondom - Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado do Mato Grosso do Sul (Fundect)

Foto: Divulgação

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