Nova gestão hospitalar gera economia, melhora e amplia atendimento à população da fronteira

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  • 03/março/2017 3:17 pm
  • Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Levantamento mostra que dos dez melhores hospitais do País, nove são administrados por Organização Social de Saúde

Ponta Porã (MS)  – O projeto do Governo do Estado de estruturar a rede pública de saúde nas 11 microrregiões de Mato Grosso do Sul e a adoção de nova gestão, conduzida por Organização Social, já está surtindo resultados. Em Ponta Porã, onde o governador Reinaldo Azambuja fez a entrega nessa sexta-feira de 10 novos leitos de UTI, o reaparelhamento e a adoção do novo modelo de gestão, de parceria público-privada, está refletindo na melhoria do atendimento. Além de aumentar o atendimento, o Hospital Regional customizou a aplicação de recursos, gerando economia para o Estado.

No Hospital Regional de Ponta Porã, onde a Organização Social Gerir está atuando deste agosto de 2016, o número de consultas e atendimentos de urgência passou de cerca de dois mil em agosto, para 4.734 em dezembro, totalizando mais de 21 mil pessoas atendidas neste período.

Os avanços são de 26% a mais na capacidade de atendimento, com o custo menor no que se refere aos gastos da instituição. Anteriormente o Estado destinava cerca de R$ 2,3 milhões mensais para o Hospital Regional de Ponta Porã. Hoje, os custos são de R$ 1,9 milhão.

Reinaldo destaca que a entrega dos leitos faz parte da estratégia de regionalização da saúde no Estado.

 “Essa entrega de hoje na estrutura do Hospital Regional de Ponta Porã faz parte do planejamento que nós idealizamos desde o início do nosso Governo. O Estado, em quase 40 anos, nunca pensou no atendimento dentro de uma lógica regionalizada, sempre concentrou os atendimentos em Dourados e especialmente em Campo Grande”, disse Reinaldo Azambuja.  

Nesta sexta-feira, em Ponta Porã, o governador Reinaldo falou sobre os investimentos que o Governo vem fazendo para implantar a lógica da regionalização da saúde de MS. Após a Caravana da Saúde, que percorreu as 11 microrregiões do Estado com o objetivo de diminuir a fila de anos de espera para atendimento médico-hospitalar, o Governo do Estado passou a atuar na restruturação destes polos. Os municípios de Coxim, Nova Andradina Campo Grande e Dourados são os primeiros polos onde o Governo do Estado está aplicando recursos e aparelhando a rede pública de saúde.

Coxim, por exemplo, recebeu equipamentos para o tratamento da hemodiálise. Antes dessa restruturação, pacientes tinham que percorrer mais de 500 quilômetros três vezes na semana para se tratarem na Capital. Hoje, o tratamento é oferecido no próprio município. Nova Andradina recebeu 10 leitos de UTI.

Em Campo Grande, o Hospital de Câncer Alfredo Abraão recebeu investimentos para a estruturação de dois novos pavimentos e 20 leitos de UTI. Em Dourados, o Governo do Estado deve abrir licitação já neste primeiro semestre para a construção do Hospital Regional, que atenderá pacientes do município e da Grande Dourados. Porém, o Estado locou o Hospital São Luiz para atender a demanda da região.

“A Caravana veio para diminuir uma fila de anos de espera por procedimentos ou cirurgias, mas o que vale para nós é a reestruturação do sistema de saúde de MS. Nós temos em Coxim hoje o Hospital Regional funcionando, no ano passado fizemos 368 cirurgias ortopédicas, demanda que só poderia ser atendida em Campo Grande. Para terem uma ideia, fizemos em Coxim o mesmo número de cirurgias ortopédicas que o Hospital Universitário fez em Campo Grande”, exemplificou Reinaldo.

Os investimentos estão previstos para todo o Estado. O Governo está articulando com as prefeituras o aperfeiçoamento do projeto de regionalização dos serviços de atendimento de saúde. Aquidauana, Jardim, Paranaíba devem integrar os polos de atendimento.

Em Corumbá, a Santa Casa receberá investimentos do Estado para obras e equipamentos e também será uma unidade dos polos regionais de atendimento.

“A lógica de restruturação é essa. Esse é o modelo que os 11 polos regionais vão adotar. Ponta Porã será esse polo para a região da fronteira. Aqui vai ser o local para atender essa amplitude, assim como os demais polos atuarão nas demais regiões do Estado”, completou.

Beatricce Bruno e Bruno Chaves – Subcom.
Foto: Chico Ribeiro.

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