Projeto trabalha espiritualidade como fator de recuperação e transformação de vida em presídio de Aquidauana

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  • 27/abril/2017 10:11 am
  • Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Campo Grande (MS) – Internos do Estabelecimento Penal de Aquidauana (EPA) estão participando de um projeto de estudo bíblico que tem levado  palavras de amor, fé  e esperança, possibilitando  que reflitam e creiam em uma nova vida longe da criminalidade. A iniciativa integra as ações de assistência religiosa possibilitadas pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), por meio da sua Diretoria de Assistência Penitenciária (DAP) e Divisão de Promoção Social.

Os encontros acontecem às terças-feiras, com uma hora de duração, e devem prosseguir até outubro, sob orientação do pastor Josué M. de Andrade. “O objetivo é demonstrar o conhecimento da ‘Palavra de Deus’, através do estudo da Bíblia, de forma que a espiritualidade possa ser um dos fatores na recuperação dos apenados”, destaca Andrade. O pastor explica que, durante os estudos, busca trabalhar a análise dos textos bíblicos, a troca de experiências e relatos sobre a vivência de cada indivíduo, além de orações e agradecimentos.

De acordo com o diretor do presídio de Aquidauana, Marco Aurélio Silva Salles, a religião tem se mostrado muito importante no processo de ressocialização dos detentos. “A condição de pessoa privada da liberdade, no aspecto socioafetivo e espiritual, de angústias, incertezas e medos faz com que eles acreditem na transformação proposta pela espiritualidade”, comenta.

O diretor presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, também concorda quanto ao papel da assistência religiosa no meio carcerário,  que, inclusive, é prevista na Lei de Execução Penal (LEP).  “Representa um importante fator de transformação de ideologias e vícios incutidos no meio criminal, pois, a partir do momento que  eles se abrem aos valores, característicos da espiritualidade, que são o respeito, a solidariedade e o amor próprio, e, ao próximo, buscam também uma transformação de caráter e conduta”, finaliza.

Keila Oliveira - Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen)

Foto: EPA

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