Saída para a crise de gestão pública é eficiência, destaca secretário Riedel em encontro com dirigentes da ACICG

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  • 16/dezembro/2016 2:07 pm
  • Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Campo Grande (MS) – “O público não é gratuito. O que é público é muito caro para todos nós". A afirmação é do secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), Eduardo Riedel, em encontro com dirigentes da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), realizado na noite desta quinta-feira (15).

Para uma mesa com mais de duas dezenas de dirigentes da entidade, tendo à frente o presidente João Polidoro, Eduardo Riedel traçou um panorama dos trabalhos da equipe de governo nos dois primeiros anos do mandato do governador Reinaldo Azambuja e afirmou que a gestão pública carece urgente de uma revisão de modelo para dar viabilidade à máquina pública, não só no Estado, mas em âmbito nacional. “É vital deixar a estrutura mais eficiente, mas vamos ter que comprar enfrentamentos que o Brasil não pode mais adiar”, afirmou.

Riedel fez um retrospecto dos números da economia sul-mato-grossense e das posturas do governo para dar equilíbrio fiscal ao Estado.  “Quando assumimos o governo, o Brasil vinha de um crescimento econômico. Porém em 2015 a conjuntura política e econômica se agravou. Aí se desnudou situação para o público”, lamentou.

Em números, a derrocada da economia pode ser descrita nos números do ICMS, a principal arrecadação do Estado, que no triênio 2011/14 registrou índices de crescimento de 17,4%; 7,15%; 12,8% e 9,5%. Ano passado o percentual caiu para 2,4% e este ano deve ficar nos 2,7%. No mesmo cenário, a folha de pagamento de Mato Grosso do Sul cresceu 23%, de 2014 para 2015, e 16, 16%, de 2015 para 2016. Índices que devem continuar evoluindo devido à necessidade de contratações como as que ocorreram este ano, de policiais e agentes penitenciários.

“O boleto chegou sem muita alternativa para os entes públicos responderem a essa situação”, afirmou, destacando que o orçamento de MS, que neste ano fica em R$ 14 bilhões, é composto boa parte por receitas vinculadas, como os repasses para os municípios e as relacionadas aos serviços essenciais: saúde, educação e segurança. “Apesar de vários estados estarem elevando a carga tributária, porque não têm saída, não há mais espaço para isso em nenhuma área”, considerou.

A única saída para Riedel está na mudança da forma de gerir os gastos públicos. “Nosso desafio é vencer os processos ineficientes, esse modelo complexo que temos que equacionar”.  Com esse objetivo, o Governo do Estado adotou o modelo de gestão com planejamento, pelos quais são elencadas as prioridades para cada uma das pastas da administração. Um programa que envolve atualmente cerca de 250 servidores em uma rede de gestão participativa, com foco nos resultados. “Não tem como ficar atendendo de maneira difusa porque a pressão da sociedade é enorme, com demandas das mais diversas naturezas”, afirmou.

Para o secretário, não existe milagre de curto prazo, mas a solução estrutural de longo prazo é ganhar em produtividade. “Precisamos diminuir o tamanho da máquina, torná-la mais eficiente e repensar o papel do Estado”, sintetizou para uma mesa atenta.

Depois da explanação, Riedel respondeu aos questionamentos dos dirigentes da Associação. Em relação ao aprendizado do momento de crise, finalizou: “Se toda crise é uma grande oportunidade, talvez esse seja o momento mais adequado para fazer o que precisa ser feito”. O secretário adjunto da Segov, Jader Afonso Rieffe, também participou do encontro com diretores da ACICG.

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Rosane Amadori – Assessoria de Imprensa Segov

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